É triste ver que nosso blog não anda dos mais "badalados". Dou tardiamente minha renovação pra vida desse blog e, ainda mais, dessa fraternidade que fizemos.
Temos mais acompanhantes que mensagens[¬¬]. O antigo e participativo povo parece que adquiriu medo de participar, ou pior, preguiça. Enfim, findos os apelos, vamos ao que interessa:
Acabo de assistir "Waking Life" e, mais pedindo ajuda do que informando, vou falar sobre o filme. Resumo do filme: Um menino começa a sonhar e persiste reacordando e percebendo que está sonhando. Insano assim. Durante os sonhos ele conversa com várias pessoas sobre a vida e sobre os sonhos. Interessante e confuso.
Uma cena que eu lembro de termos assistido juntos é quando ele entra num barco
que é, simultaneamente, o meio de transporte do motorista assim como um "reflexo de sua personalidade". Sua "janela para o mundo". Após um pouco de conversa, ele se refere a nossa Viagem como um desenho que devemos pintar de acordo com o que recebemos [os 8 ou 16, lápis de cera; tanto faz] e da maneira que bem entendermos ["And no worry about drawing within the lines or coloring outside the lines"]. E foi bem aí que percebi que a vida pode ser muito bem explicada por uma metáfora tão simples mas tão significativa: Somos pintores que recebemos cores em cera ao nascer para pintar de acordo ou não com um desenho pré-estabelecido,e , para reafirmar, o desenho é nosso.Exatamente depois dessa conversa o motorista pergunta: "So, where do you want out?"[Onde vai querer descer?], e o menino hesita para responder mas enfim responde:"Ah, who,me? Am I first? I don't know. Really, anywhere is fine." [Tanto faz]. E é aí que eu vi a mágica da cena, o "click" da cena. O outro passageiro, até então uma figura sem importância, resolve entrar na cena e diz:"'Tell you what. Go up three more streets. Take the right. Go two more blocks. Drop this guy off in the next corner" [ele dá qualquer endereço]
. Então nosso protagonista responde: "Where's that?" [Aonde fica isso?] e recebe uma réplica do motorista: "I don't know neither, but it's somewhere. And is gonna determine the course of the rest of your life". [Eu também não sei, mas é em algum lugar. E vai determinar o desenrolar do resto de sua vida]. Duas coisas repensei a partir dessa cena, uma delas bem intrigante: A participação de terceiros em nossas vidas.Desvelada a cena, vem as conclusões e as reflexões. A cena por si dispensa maiores reflexões e é quase um cartaz na nossa frente dizendo pra, no mínimo, refletir sobre isso. Se não tomarmos nossas decisões, alguém que não tem muito a ver com elas tomará por nós. Isso, mais do que um ensinamento, é a reafirmação de um pensamento importante mas que nem sempre é mantido. Aqui está ele de novo!
Um abraço, Felipe [Mestre].
3 comentários:
cara..esse waking life eh mto bom!!!
preciso asistir vaaarias historinhas dessas! (L)
mais acompanhantes que mensagens foi boa! hauehaueh
desculpe a minha falta de participaçao no blog, mas criatividade é um conceito bem distante para mim.
de qualquer forma, é escolha nossa, deixar outras pessoas tomar as decisões por nós. as vezes estamos cansados demais pra tomar decisões, ou sem coragem. e se alguem aparece para ajudar, por que nao aceitar?
mas eu concordo que o filme é muito bom.
me lembra os nossos saudosos encontros semanais.
Pois é, talvez seja covardia. Mas será que até mesmo o "tanto faz" não é um ato corajoso de deixar que as coisas aconteçam independente de quem age dessa maneira? Afinal é como a Julia disse, o "tanto faz" não deixa de ser uma escolha. Acho que essa fala tem muito mais que tudo isso.
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