Heeey galeera! Saaaudade de vocês, espero que estejam aproveitando muito bem as férias e que estejam curtindo mesmo o blog aqui, como eu estou.
Ao que interessa: Já que estamos falando de Sartre, escolhas, liberdade e eu escrevi algo que relaciona tudo isso e mais a lógica (me corrijam se eu estiver errada, rsrs) falando sobre drogas, no começo das férias, e Stella e Mestre andam reclamando da ausência de posts, aqui estou eu postando meu texto. Acho que não escrevo tão bem quanto eles, mas JURO que a intenção é boa. E, COMENTEM hein?
Bom, vamos lá!
É lógico:
Se as drogas são de impacto prolongado e as pessoas só querem prazeres momentâneos, então elas não usarão drogas.
Se as drogas trazem problemas à família e as pessoas não querem afetar os familiares, então, elas não usaram drogas.
Se as drogas viciam e as pessoas não querem ser viciadas, então, elas não usarão drogas.
Se as drogas aceleram a morte e as pessoas não querem morrer logo, então, elas não usarão drogas.
Se as drogas alucinam e as pessoas não querem ser alucinadas, então, elas não usarão drogas.
Se as drogas destroem a vida e as pessoas valorizam a vida, então, elas não usarão drogas.
Então, drogas por quê e pra quê?
Todos aqui estão cansados de saber das conseqüências do uso das drogas, mas infelizmente não são todos que valorizam a vida. Os que não valorizam, são os que chegam a experimentar, o que quer dizer que não estão fazendo isso para curtir a vida e sim para acabar logo com ela. E você, quer morrer em breve?
De acordo com Sartre, as únicas situações nas quais não temos escolhas são o nascimento e a morte. Porém, entre elas o homem é livre e é “condenado” a fazer escolhas e, portanto, todos os seus atos são autênticos, com exceção da infância (quando ele não teve experiências o suficiente para fazer escolhas). Ou seja, durante a infância ele age em função à educação que teve, por pais, responsáveis, familiares, professores, e a partir dela é que conhece as falhas humanas e tem experiências, que o colocam em reflexão na adolescência, e que passa a fazer escolhas autênticas. Portanto, o homem é responsável por tudo o que faz ou deixa de fazer, já que consegue distinguir determinadas situações e julgar o certo e o errado, diferentemente de uma criança.
Sendo assim, se um adolescente ou um adulto é usuário de drogas, é porque “ele” quer e não por obrigação, pois ninguém é obrigado de nada, todos têm liberdade pra dizer SIM ou NÃO. É claro que existem condições na vida que tornam escolhas favoráveis ou desfavoráveis, mas isso não tira nenhuma opção do ser humano.
Quem se droga uma vez, tem muito mais chance de se drogar várias vezes, do que alguém que nunca se drogou se drogar alguma vez. Isso se explica pelo fato de que quem já se drogou já fez sua escolha de entrar pro mundo das drogas e está propício ao vício, e quem não se drogou ainda está isento do risco do vício enquanto não experimentar.
Existe alguma lógica para o uso de drogas?
Veja:
Se eu tenho problemas familiares e a droga me alucina, então, a droga acabará com meus problemas familiares. (NÃO HÁ LÓGICA)
Se eu quero viver feliz e a droga acelera a minha morte, então, a droga vai me dar uma vida feliz. (SEM LÓGICA MAIS UMA VEZ)
Não existe lógica para usar drogas, a não ser que:
Se a droga acelera a minha morte e eu quero morrer, então, eu usarei drogas.
(SIM, ISSO É LÓGICO)
O não uso de drogas é algo bem lógico. E o uso, é “burrice”. (ou então, suicídio)
Se o uso é por revolta, não aceitação das desigualdades sociais, violência, fome, ou algo do tipo, pior ainda. Nesse caso, o usuário estimula todos estes problemas através do lucro aos traficantes (comandantes de favelas) que acabam estimulando a entrada de pessoas (inclusive jovens e crianças) ao mundo do tráfico e consumo de drogas. Além disso, o uso das drogas não resolve a situação existente, só vai diminuir a quantidade de pessoas existentes e que poderiam estar ajudando na inclusão social.
Por Paulinha
domingo, 28 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Deixando os comentários mais marcantes...
Mais uma vez, os lápis estão em nossas mãos, como usá-los cabe a nós decidir. É curioso como sempre caimos na mesma questão: a liberdade.
Creio que Sartre estava certo quando disse que estamos condenados a sermos livres.
O branco é uma cor, deixar o papel como está é uma escolha, assim como pintá-lo vermelho ou lilás. Não quer dizer que o branco seja mais fácil,tampouco. Deixar de mudar a cor de nosso papel pode ser ainda mais difícil do que pintá-lo de laranja fosflorecente.
Também não interpreto a influência de terceiros como uma coisa negativa. [Há mais cores para se pintar com.] O motorista sabia onde era o endereço tanto quanto o protagonista, mas ainda sim era o único que podia levá-lo lá. Há momentos que a escolha de outros seja uma boa escolha para você mesmo. Ou não ...
Ainda sim preferimos que a escolha esteja em nossas mãos, pelo menos assim não há quem culpar se não você mesmo. Você acredita que assim se torna diretamente responsável por sua vida e suas escolhas, muitas vezes é cruel consigo mesmo. Assim você se torna solitário, individualista, egoísta e sobrepõe a sua opinião à dos outros. Go figure! [Vai ententer!]
ps.: Estou mudando o esquema dos posts! Os mais recentes ficarão embaixo, acho que assim dá para acompanhar melhor a sequência dos fatos! Se alguém se opor pode mudar de volta como estava!
ps2.: Que tal a gente comentar coisas construtivas apartir dos posts de outros membros e assim montar uma espécie de diálogo?
Stella Boni
Creio que Sartre estava certo quando disse que estamos condenados a sermos livres.
O branco é uma cor, deixar o papel como está é uma escolha, assim como pintá-lo vermelho ou lilás. Não quer dizer que o branco seja mais fácil,tampouco. Deixar de mudar a cor de nosso papel pode ser ainda mais difícil do que pintá-lo de laranja fosflorecente.
Também não interpreto a influência de terceiros como uma coisa negativa. [Há mais cores para se pintar com.] O motorista sabia onde era o endereço tanto quanto o protagonista, mas ainda sim era o único que podia levá-lo lá. Há momentos que a escolha de outros seja uma boa escolha para você mesmo. Ou não ...
Ainda sim preferimos que a escolha esteja em nossas mãos, pelo menos assim não há quem culpar se não você mesmo. Você acredita que assim se torna diretamente responsável por sua vida e suas escolhas, muitas vezes é cruel consigo mesmo. Assim você se torna solitário, individualista, egoísta e sobrepõe a sua opinião à dos outros. Go figure! [Vai ententer!]
ps.: Estou mudando o esquema dos posts! Os mais recentes ficarão embaixo, acho que assim dá para acompanhar melhor a sequência dos fatos! Se alguém se opor pode mudar de volta como estava!
ps2.: Que tal a gente comentar coisas construtivas apartir dos posts de outros membros e assim montar uma espécie de diálogo?
Stella Boni
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Waking Life - 1
Caros filósofos,
É triste ver que nosso blog não anda dos mais "badalados". Dou tardiamente minha renovação pra vida desse blog e, ainda mais, dessa fraternidade que fizemos.
Temos mais acompanhantes que mensagens[¬¬]. O antigo e participativo povo parece que adquiriu medo de participar, ou pior, preguiça. Enfim, findos os apelos, vamos ao que interessa:
Acabo de assistir "Waking Life" e, mais pedindo ajuda do que informando, vou falar sobre o filme. Resumo do filme: Um menino começa a sonhar e persiste reacordando e percebendo que está sonhando. Insano assim. Durante os sonhos ele conversa com várias pessoas sobre a vida e sobre os sonhos. Interessante e confuso.
Uma cena que eu lembro de termos assistido juntos é quando ele entra num barco
que é, simultaneamente, o meio de transporte do motorista assim como um "reflexo de sua personalidade". Sua "janela para o mundo". Após um pouco de conversa, ele se refere a nossa Viagem como um desenho que devemos pintar de acordo com o que recebemos [os 8 ou 16, lápis de cera; tanto faz] e da maneira que bem entendermos ["And no worry about drawing within the lines or coloring outside the lines"]. E foi bem aí que percebi que a vida pode ser muito bem explicada por uma metáfora tão simples mas tão significativa: Somos pintores que recebemos cores em cera ao nascer para pintar de acordo ou não com um desenho pré-estabelecido,e , para reafirmar, o desenho é nosso.
Exatamente depois dessa conversa o motorista pergunta: "So, where do you want out?"[Onde vai querer descer?], e o menino hesita para responder mas enfim responde:"Ah, who,me? Am I first? I don't know. Really, anywhere is fine." [Tanto faz]. E é aí que eu vi a mágica da cena, o "click" da cena. O outro passageiro, até então uma figura sem importância, resolve entrar na cena e diz:"'Tell you what. Go up three more streets. Take the right. Go two more blocks. Drop this guy off in the next corner" [ele dá qualquer endereço]
. Então nosso protagonista responde: "Where's that?" [Aonde fica isso?] e recebe uma réplica do motorista: "I don't know neither, but it's somewhere. And is gonna determine the course of the rest of your life". [Eu também não sei, mas é em algum lugar. E vai determinar o desenrolar do resto de sua vida]. Duas coisas repensei a partir dessa cena, uma delas bem intrigante: A participação de terceiros em nossas vidas.
Desvelada a cena, vem as conclusões e as reflexões. A cena por si dispensa maiores reflexões e é quase um cartaz na nossa frente dizendo pra, no mínimo, refletir sobre isso. Se não tomarmos nossas decisões, alguém que não tem muito a ver com elas tomará por nós. Isso, mais do que um ensinamento, é a reafirmação de um pensamento importante mas que nem sempre é mantido. Aqui está ele de novo!
Um abraço, Felipe [Mestre].
É triste ver que nosso blog não anda dos mais "badalados". Dou tardiamente minha renovação pra vida desse blog e, ainda mais, dessa fraternidade que fizemos.
Temos mais acompanhantes que mensagens[¬¬]. O antigo e participativo povo parece que adquiriu medo de participar, ou pior, preguiça. Enfim, findos os apelos, vamos ao que interessa:
Acabo de assistir "Waking Life" e, mais pedindo ajuda do que informando, vou falar sobre o filme. Resumo do filme: Um menino começa a sonhar e persiste reacordando e percebendo que está sonhando. Insano assim. Durante os sonhos ele conversa com várias pessoas sobre a vida e sobre os sonhos. Interessante e confuso.
Uma cena que eu lembro de termos assistido juntos é quando ele entra num barco
que é, simultaneamente, o meio de transporte do motorista assim como um "reflexo de sua personalidade". Sua "janela para o mundo". Após um pouco de conversa, ele se refere a nossa Viagem como um desenho que devemos pintar de acordo com o que recebemos [os 8 ou 16, lápis de cera; tanto faz] e da maneira que bem entendermos ["And no worry about drawing within the lines or coloring outside the lines"]. E foi bem aí que percebi que a vida pode ser muito bem explicada por uma metáfora tão simples mas tão significativa: Somos pintores que recebemos cores em cera ao nascer para pintar de acordo ou não com um desenho pré-estabelecido,e , para reafirmar, o desenho é nosso.Exatamente depois dessa conversa o motorista pergunta: "So, where do you want out?"[Onde vai querer descer?], e o menino hesita para responder mas enfim responde:"Ah, who,me? Am I first? I don't know. Really, anywhere is fine." [Tanto faz]. E é aí que eu vi a mágica da cena, o "click" da cena. O outro passageiro, até então uma figura sem importância, resolve entrar na cena e diz:"'Tell you what. Go up three more streets. Take the right. Go two more blocks. Drop this guy off in the next corner" [ele dá qualquer endereço]
. Então nosso protagonista responde: "Where's that?" [Aonde fica isso?] e recebe uma réplica do motorista: "I don't know neither, but it's somewhere. And is gonna determine the course of the rest of your life". [Eu também não sei, mas é em algum lugar. E vai determinar o desenrolar do resto de sua vida]. Duas coisas repensei a partir dessa cena, uma delas bem intrigante: A participação de terceiros em nossas vidas.Desvelada a cena, vem as conclusões e as reflexões. A cena por si dispensa maiores reflexões e é quase um cartaz na nossa frente dizendo pra, no mínimo, refletir sobre isso. Se não tomarmos nossas decisões, alguém que não tem muito a ver com elas tomará por nós. Isso, mais do que um ensinamento, é a reafirmação de um pensamento importante mas que nem sempre é mantido. Aqui está ele de novo!
Um abraço, Felipe [Mestre].
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
O livro de Merlin
Olha, eu quero postar um texto que eu sempre quis postar quando tivesse um blog de filosofia.
Não é um texto otimista.
Nem pessimista.
Não se trata de ser nem um e nem outro. Trata-se de ser lúcido e corajoso,como disse Spoonville.
Mas, é como um 'Vamos nessa"! Ok? então, Vamos Nessa!
- Então, o que somos nós, agora?
- Descobrimos que hoje em dia a raça humana politicamente se divide em um sábio, nove patifes e noventa idiotas entre cada cem. Isto é, para um observador otimista. Os nove patifes se reúnem sob a bandeira do maior patife entre eles, e se tornam "políticos"; o sábio se afasta, pois sabe que está irremediavelmente em minoria, e se devota à poesia, matemática e filosofia.Enquanto isso, os noventa idiotas se arrastam atrás das bandeiras de nove vilões, conforme sua escolha, pelos labirintos da cavilação, da malícia e da guerra. É agradável comandar, observa Sancho Pança, até mesmo um rebanho de ovelhas, e é por isso que os políticos levantam suas bandeiras. Para as ovelhas também é mais ou menos a mesma coisa, seja qual for a bandeira. Se for uma democracia, os nove patifes viram membros do parlamento; se for fascismo, se transformam em líderes partidários; se for comunismo, se tornam comissários. Nada será diferente, salvo o nome. Os idiotas continuam idiotas, os patifes lideram e o resultado ainda é exploração. Quanto ao sábio, seu destino é o mesmo seja qual for a ideologia. Na democracia ele vai morrer de fome num sótão, sob o fascismo vai parar num campo de concentração e sob o comunismo será liquidado. Esta é uma constatação otimista, mas, no todo científica, dos hábitos do Homo impoliticus.
O Único e Eterno Rei - O livro de Merlin - T.H White.
Sabedoria de Merlin, meninos e meninas.
Vamos refletir e seguir em frente!
Romulo V. Braga.
Não é um texto otimista.
Nem pessimista.
Não se trata de ser nem um e nem outro. Trata-se de ser lúcido e corajoso,como disse Spoonville.
Mas, é como um 'Vamos nessa"! Ok? então, Vamos Nessa!
- Então, o que somos nós, agora?
- Descobrimos que hoje em dia a raça humana politicamente se divide em um sábio, nove patifes e noventa idiotas entre cada cem. Isto é, para um observador otimista. Os nove patifes se reúnem sob a bandeira do maior patife entre eles, e se tornam "políticos"; o sábio se afasta, pois sabe que está irremediavelmente em minoria, e se devota à poesia, matemática e filosofia.Enquanto isso, os noventa idiotas se arrastam atrás das bandeiras de nove vilões, conforme sua escolha, pelos labirintos da cavilação, da malícia e da guerra. É agradável comandar, observa Sancho Pança, até mesmo um rebanho de ovelhas, e é por isso que os políticos levantam suas bandeiras. Para as ovelhas também é mais ou menos a mesma coisa, seja qual for a bandeira. Se for uma democracia, os nove patifes viram membros do parlamento; se for fascismo, se transformam em líderes partidários; se for comunismo, se tornam comissários. Nada será diferente, salvo o nome. Os idiotas continuam idiotas, os patifes lideram e o resultado ainda é exploração. Quanto ao sábio, seu destino é o mesmo seja qual for a ideologia. Na democracia ele vai morrer de fome num sótão, sob o fascismo vai parar num campo de concentração e sob o comunismo será liquidado. Esta é uma constatação otimista, mas, no todo científica, dos hábitos do Homo impoliticus.
O Único e Eterno Rei - O livro de Merlin - T.H White.
Sabedoria de Merlin, meninos e meninas.
Vamos refletir e seguir em frente!
Romulo V. Braga.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Proponho uma viagem
Como você encara as experiências e situações que lhes são mostradas todos os dias? Talvez por merecimento? Tudo que vivemos hoje são frutos do que plantamos ontem e por isso você está passando por todas essas coisas hoje. Você merece. Talvez por crescimento espiritual? Precisamos passar pelas situações do hoje para que eu seja uma pessoa melhor amanhã, e assim por diante. Talvez plano divino? Qualquer que seja nossa resposta está sempre baseada nas nossas experiências, nosso modo de ver e, principalmente, baseada na nossa fé. Mas agora pense comigo essa última hipótese.
Qual seria a graça de conhecer todo o por quê do universo? Qual seria a graça de saber de tudo de todos? Qual seria a graça de você ter tudo o que quer, sem exceções? Qual seria a graça de estar em todos os lugares ao mesmo tempo? Sei que é um absurdo complexo. Nesse momento queria estar em muitos lugares (Índia, China, talvez) e saber de muitas coisas que eu não sei, mas pare um minuto e imagine ... Desde que você surgiu você sabe tudo e possui tudo. Você é Deus, na concepção que a maioria tem. Agora me fale qual a graça de ser onipresente, onisciente e onipotente? Saber como são todos os sentimentos e assuntos dos mais complexos aos mais simples? Você não vai ter curiosidades nem desejos, que é o que move o ser humano. E o que move Deus? Pode-se dizer a Bondade. Com que propósito?
O que move Deus ... Não consigo encontrar uma boa resposta plausível. O que leva o Ser Todo Poderoso a criar? Não é para ser diferente, se destacar, para sentir-se vivo ou diferente das pessoas. Não é com a finalidade de autoengrandecer-se e autoafirmar-se ... Por que ele cria?
Quem sabe também ele precisasse de uma razão de existir. Ai então ele criou a Terra. Não importa se você crê em Adão e Eva ou na teoria do Big Bang, mas ele criou. Criou, mas era como um quadro estático, ele queria mais. Talvez quisesse ter perspectivas ou até mesmo decompor-se. Talvez seja isso que nós somos: perspectivas de um só ser. Fragmentos Dele. E isso não tira a onipresença, onisciência e onipotência Dele. Há políticos com o poder de conduzir uma multidão de pessoas com suas palavras, há monges que podem flutuar, pessoas que sabem segredos que não podem contar para mais ninguém e pensamentos que só podem ser entendidos se vivenciados. Viver. Todos esses conhecimentos juntos compõe uma só verdade, verdade que nenhum de nós alcança.
Nós, seres humanos, somos a prática de tudo que fica na teoria. Todos somos a mesma coisa de jeitos diferentes, partes diferentes. Nós que conduzimos o espetáculo, somos os personagens que possuem o livre arbítrio e ainda sim colocamos a culpa no Ser Maior. Realmente, Deus, se é benigno, jamais faria milhares de pessoas morrerem de fome, sede ou frio, mas se formos o próprio Deus despedaçado suas partes tem que ajudar umas as outras para que o espetáculo não seja prejudicado, o mundo e a vida não se percam em meio a individualidades. Mesmo porque “nenhum homem é uma ilha”.Mas mesmo assim estamos descompassados com as cordas embarassadas. [texto em construção]
Stella Boni.
Qual seria a graça de conhecer todo o por quê do universo? Qual seria a graça de saber de tudo de todos? Qual seria a graça de você ter tudo o que quer, sem exceções? Qual seria a graça de estar em todos os lugares ao mesmo tempo? Sei que é um absurdo complexo. Nesse momento queria estar em muitos lugares (Índia, China, talvez) e saber de muitas coisas que eu não sei, mas pare um minuto e imagine ... Desde que você surgiu você sabe tudo e possui tudo. Você é Deus, na concepção que a maioria tem. Agora me fale qual a graça de ser onipresente, onisciente e onipotente? Saber como são todos os sentimentos e assuntos dos mais complexos aos mais simples? Você não vai ter curiosidades nem desejos, que é o que move o ser humano. E o que move Deus? Pode-se dizer a Bondade. Com que propósito?
O que move Deus ... Não consigo encontrar uma boa resposta plausível. O que leva o Ser Todo Poderoso a criar? Não é para ser diferente, se destacar, para sentir-se vivo ou diferente das pessoas. Não é com a finalidade de autoengrandecer-se e autoafirmar-se ... Por que ele cria?
Quem sabe também ele precisasse de uma razão de existir. Ai então ele criou a Terra. Não importa se você crê em Adão e Eva ou na teoria do Big Bang, mas ele criou. Criou, mas era como um quadro estático, ele queria mais. Talvez quisesse ter perspectivas ou até mesmo decompor-se. Talvez seja isso que nós somos: perspectivas de um só ser. Fragmentos Dele. E isso não tira a onipresença, onisciência e onipotência Dele. Há políticos com o poder de conduzir uma multidão de pessoas com suas palavras, há monges que podem flutuar, pessoas que sabem segredos que não podem contar para mais ninguém e pensamentos que só podem ser entendidos se vivenciados. Viver. Todos esses conhecimentos juntos compõe uma só verdade, verdade que nenhum de nós alcança. Nós, seres humanos, somos a prática de tudo que fica na teoria. Todos somos a mesma coisa de jeitos diferentes, partes diferentes. Nós que conduzimos o espetáculo, somos os personagens que possuem o livre arbítrio e ainda sim colocamos a culpa no Ser Maior. Realmente, Deus, se é benigno, jamais faria milhares de pessoas morrerem de fome, sede ou frio, mas se formos o próprio Deus despedaçado suas partes tem que ajudar umas as outras para que o espetáculo não seja prejudicado, o mundo e a vida não se percam em meio a individualidades. Mesmo porque “nenhum homem é uma ilha”.Mas mesmo assim estamos descompassados com as cordas embarassadas. [texto em construção]
Stella Boni.
domingo, 7 de dezembro de 2008
O processo do Criar
Férias, a morte da intelectualidade. É, ou não é?! Ainda mais as férias que antecedem o perverso "Terceirão"(para a maioria).
Enfim, nada como juntar uma madrugada inteira de ócio e o desejo de relembrar o que é criar. Criar como me disse uma vez Rômulo (e que ele me corrija se estiver errado) é coisa que artistas fazem, só eles fazem. As outras pessoas costumam usar e destruir... [Estamos todos tentando ser artistas nesse blog!]
Tento criar pelo grande desejo de criar e talvez passar um pouco mais de mim e do que tenho de útil para vocês. Pensando bem, preciso responder uma pergunta que
entra de supetão na minha mente: Por que criar?
Criar para ser diferente, criar para se destacar... Criar para se sentir vivo e diferente das outras pessoas. Mas, até aí, o criar é egoísta porque é usado como forma de autoengrandecimento e autoafirmação. E, se for pra criar dessa maneira, melhor fazer outra coisa.
Não encontro razões para um criar mais sublime [gostaria, mas não encontro] senão um instinto usado ao acaso que é como ocorre agora. Criar para criar por se sentir criando, construindo, edificando! Ainda não entendo o processo por completo... Criar para os amigos então, para quem mais seria?
E, a partir daí, vem uma definição nova para amigo: Aquele que aceita e dá suporte suas criações.
E foi isso que vocês foram para mim e, sinto que fomos cada um para cada outro durante esse ano. Amigos de criação, de imaginação, no mundo real e no irreal...
Esse texto, mais do que informativo, representa então meu voto de fé no blog e no laço que desenvolvemos ao longo do ano. E, se for pra somente 2 pessoas postarem regularmente, que postem porque a amizade deve perseverar.
Felipe [Mestre].
Enfim, nada como juntar uma madrugada inteira de ócio e o desejo de relembrar o que é criar. Criar como me disse uma vez Rômulo (e que ele me corrija se estiver errado) é coisa que artistas fazem, só eles fazem. As outras pessoas costumam usar e destruir... [Estamos todos tentando ser artistas nesse blog!]
Tento criar pelo grande desejo de criar e talvez passar um pouco mais de mim e do que tenho de útil para vocês. Pensando bem, preciso responder uma pergunta que
entra de supetão na minha mente: Por que criar?Criar para ser diferente, criar para se destacar... Criar para se sentir vivo e diferente das outras pessoas. Mas, até aí, o criar é egoísta porque é usado como forma de autoengrandecimento e autoafirmação. E, se for pra criar dessa maneira, melhor fazer outra coisa.
Não encontro razões para um criar mais sublime [gostaria, mas não encontro] senão um instinto usado ao acaso que é como ocorre agora. Criar para criar por se sentir criando, construindo, edificando! Ainda não entendo o processo por completo... Criar para os amigos então, para quem mais seria?
E, a partir daí, vem uma definição nova para amigo: Aquele que aceita e dá suporte suas criações.
E foi isso que vocês foram para mim e, sinto que fomos cada um para cada outro durante esse ano. Amigos de criação, de imaginação, no mundo real e no irreal...
Esse texto, mais do que informativo, representa então meu voto de fé no blog e no laço que desenvolvemos ao longo do ano. E, se for pra somente 2 pessoas postarem regularmente, que postem porque a amizade deve perseverar.
Felipe [Mestre].
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Hoje
Uma bela noite quente, sexta-feira dia 5 de dezembro de 2008 e uma lua crescente no céu Stellinha resolveu pesquisar sobre Blogs. [teste teste] O que ela sabia deles até então? Nada. Nadinha de nada! Tudo em nome do falecido módulo de filosofia regido pelo quase ilustre Romulo Victor Braga. [som] Depois de uma conversa, a qual já não me lembro, nosso semi-ilustre professor deu a brilhante idéia de criarmos um Blog para expor nossas idéias, cotidianos, pensamentos, experiências, enfim, expor algo! [som] Sim! Vamos fazer! Quem sabe meXer com Blogs?! [Je.. Je..] É ... ninguém! [..sus ..sus] Bom, aqui está a prova de quem procura, acha e quem quer aprende! Nem precisei apelar para o Youtube! hehe [Alô alô] Bom, creio que esse teste já durou mais de o que tinha que durar, né não?! Esse vai ser nosso principal meio de comunicação da filosofia. Espero que todos consigam postar (tá ai! palavriado de blogers! ihihi ) com freqüencia! Ah, uma perguntinha: nós vamos abolir as gírias do Blog? Chapa, não chapa!? Meus caros companheiros da Liga da Justiça Contra a Cegueira no Ensaio Sobre a Lucidez, não podemos deixar a Liga morrer! Só para constar, nossos membros: Romulo (motorista, 26,solteiro de vez em quando);Gabriel (17, solteiro);Guilherme(profeta, 16 solteiro); Carlos (16, solteiro dependendo do dia e da hora );Felipe (16, opção sexual indeterminada, comprometido); Karen (16,solteira); Julia (16, solteira); Stella (16, comprometida); Natália (17, solteira); Paula (15, indefinida); e Ariane (16, solteira).
ps.: se eu esqueci de alguém, perdão! Poste me xingando, mas poste!
Até amanhã, meus caros companheiros! Deixemos o futuro o mais perto possível!
Stella Boni.
ps.: se eu esqueci de alguém, perdão! Poste me xingando, mas poste!
Até amanhã, meus caros companheiros! Deixemos o futuro o mais perto possível!
Stella Boni.
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