segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sobre o inevitável destino

Há um certo tempo me surgiu a reflexão esta reflexão, inspirada de certa forma pelo David Hume e por interesses matemáticos
Bom, antes de tudo eu preciso de algo parecido com um axioma, um postulado: " De uma forma ou de outra, mesmo que você não seja capaz de compreender perfeitamente, as coisas que acontecem têm um sentido, uma razão lógica ou necessidade de acontecerem que levou-as a tal. Caso contrário, não teria sentido acontecer". Em outras palavras, não existe um evento puramente aleatório
Calma, vou explicar melhor, concordo que num primeiro momento essa idéia parece ser totalmente contrária ao empiricismo do Hume e também não tem nada a ver com um bem maior ou coisa do gênero.
Vamos pegar um exemplo famoso, da bola que foi solta e caiu no chão. Não podemos afirmar com certeza que ela caiu porque a mão foi aberta, nem por causa da gravidade, nem que ela vai cair toda as vezes que você pega-la e solta-la. Mas acho que seria apropriado dizer que ela caiu e se perguntar o por quê dela cair. Por que ela não saiu voando, ou não ficou parada, ou não explodiu, etc? Eu sinceramente não sei, porque, segundo o David, não há nenhuma necessidade lógica envolvendo a queda da bola. Na verdade, pra reflexão em questão, essas respostas ( se é que existem) não interessam muito. O importante mesmo é: a bola caiu.
Como dito, ela poderia ter feito várias outras coisas possíveis, mas ela só fez uma delas. O fato que se deve extrair disso é que, por algum mecanismo lógico ou ilógico, isso aconteceu. Supondo que não haja nenhum motivo, mas nenhum mesmo, de algo ocorrer, o que poderia decidir qual das possibilidades vai se concretizar? De alguma forma, algo definiu o que aconteceu, justamente porque isso ocorreu e não seria possível ocorrer sem alguém ter escolhido. Em outras palavras: Como A, então B, já que para que haja A, deve existir B. Novamente, de outro jeito: como foi feita uma escolha, então alguém escolheu, já que para que uma escolha tenha sido feita, deve ter tido alguém para escolher. ( E esse alguém, obviamente não é uma pessoa ). Vamos chamar esse algo genericamente de "mecanismo",na falta de uma palavra melhor. E se você acredita na física e não gosta do Hume fica mais fácil entender
Agora, vou me utilizar de outra ferramenta matemática, o princípio da indução finita. É um nome bonito pra algo bem simples: se você provar que sempre que uma regra funciona pra um caso, ela vai funcionar para o seguinte, a partir de determinado caso em que ela funciona ela vai sempre servir para os seguintes. É quase como um dominó: se você derrubar o primeiro, e se todos estiverem alinhados corretamente, os outros vão tombar naturalmente.
Voltando à idéia desse mecanismo: pegue um momento qualquer, por exemplo agora mesmo. Tente pensar em tudo, mas tudo que existe ou que não existe ou que ficaria no meio ( para não dizer que esquecemos da atividade de definir o que existe ou não). Existem muitas, ou até infinitas, dependendo da sua concepção de universo e dimensão, dessas possibilidades a serem definidas por esse mecanismo. Porém, o que fugiria dele? O que seria completamente arbitrário à partir desse momento? O problema é que pela lógica anterior, não há nada( eu pelo menos não vi) que fuja desse raciocínio e impeça de que ele continue. Aplicando a idéia de indução finita, percebe-se que tudo continuaria sendo definido por esse tal mecanismo, desde átomos, ou coisas menores que eles , ou algo totalmente diferente mas que corresponda melhor à realidade( odeio essa palavra). É uma visão muito próxima com a do dominó, só que muito mais abrangente.
Conseqüentemente, essa harmonia de acontecimentos que seguem tal mecanismo, mesmo que seja absurdamente complexa mas que de alguma forma possui uma certa lógica ou coisa do tipo atrás dela, poderia bem ser entendido como destino, já que tudo estaria conforme ela e estaria praticamente definido. Nesse cenário, o que ocorreria com a liberdade da Sartre? Ela, de certa forma, não existira, já que tudo já estaria definido? Talvez o "ser" esteja preso ao destino, mas o " nada" seja livre, se é que isso é possível. Obviamente, como nossas aulas algumas questões tem que ficar em aberto
Bom, espero que tenham gostado do post, apesar de um pouco grande, talvez confuso e de um ponto de vista contra o existencialismo, uma linha tão prezada pela Liga da Justiça Contra a Cegueira ( de fato, devíamos considerar a possibilidade de outro nome)
Obrigado,
Guilherme [ profeta]

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Guerra

Lembram da 'Liga da Justiça Contra a Cegueira' (eu ainda acho que devíamos trocar o nome.) ? A nossa tentativa modesta de 'mudar o mundo' ? Pois é, aqui está uma chance de ajudar a fazê-lo:

http://december18th.org/

Não interessa qual o seu lado nessa guerra entre israelenses e palestinos. Liberdade, certo?

Desculpem-me por não escrever um texto impressionante como têm feito a Stella e o Mestre, e como fizeram o Romulo e a Paulinha, porém detesto escrever, mas me senti na obrigação de espalhar esse site!

Só tenho a acrescentar que estou com muitas saudades de cada um de vocês! Principalmente dos comentários instigantes durante as nossas aulas! E das conversas depois delas.
Aproveitem o resto das férias! porque, infelizmente (ou felizmente), elas acabam!rs

Júlia Bosco

OBS: quem não estava presente durante a criação da nossa LJCC, é só me pedir que eu tenho tudo gravado e documentado.